A História das Estampas Afro-Brasileiras: Do Terreiro ao Streetwear

A História das Estampas Afro-Brasileiras: Do Terreiro ao Streetwear

As estampas afro-brasileiras têm uma trajetória rica e marcada por resistência. Desde os padrões inspirados no adinkra, passando pelos tecidos que ecoam tradições de origem yorubá e bantu, até chegar ao streetwear contemporâneo, essas estéticas carregam séculos de história. A popularização das artes de terreiro — pinturas, símbolos e iconografias religiosas — influenciou fortemente a moda produzida por artistas negros brasileiros.

No século XX, artistas como Carybé e Pierre Verger ajudaram a documentar e reinterpretar elementos de culturas afro-brasileiras, abrindo caminho para que designers contemporâneos hoje possam reinterpretar e remixar esses símbolos. A presença de padrões triangulares, espirais, símbolos fluidos e cores terrosas é uma constante em estampas ligadas a espiritualidade e ancestralidade.

Com o surgimento do streetwear afro, especialmente nos anos 2000 em diante, essas referências ganharam novos formatos: camisetas de impacto visual, ecobags, quadros decorativos, moletons e acessórios se tornaram plataformas de afirmação. A estética de terreiro encontrou o mundo urbano — e o resultado foi potente.

Hoje, jovens buscam peças que representem orgulho, identidade e memória. A Mokô Market utiliza esse repertório visual como base para suas estampas, sempre reinterpretando a estética afro-brasileira de forma contemporânea e responsável.

Assim, a história das estampas afro-brasileiras continua viva — e se reinventa continuamente através da moda.